Mulher virtuosa,

quem a achará?

Em atenção à vida da Dca. Ana Cintra

 

Bastava a tarde cair e onde ela estivesse apressava os passos para chegar em sua casa e preparar o café, colocar na mesa o pão, o bolo e a pamonha. Assim, Ana de Sousa Lobo Cintra se aprontava para receber, todos os dias, seus filhos, genros, nora, netos e quem mais quisesse chegar. Logo a cozinha de sua casa, que parecia do tamanho do mundo, estava cheia. Risos, crianças correndo, causos dos mais variados, vez por outra uma conversa séria. E lá estava dona Ana a observar tudo, pouco interferia, mas o olhar “azul” mostrava logo se aprovava ou não o rumo da prosa. Uma verdadeira matriarca, daquelas difíceis de encontrar nos dias de hoje. Foi o ponto de equilíbrio da família, o apoio que não faltava, a palavra franca, direta e segura que todos iam buscar. Na família tudo girava em torno dela e, mesmo econômica nas palavras, manteve todos unidos depois que o marido faleceu.

 Mas não foi só em casa que dona Ana se tornara referência. Na cidade, todos a conheciam, era exemplo de mulher, mãe, vizinha e amiga. Não havia uma pessoa sequer que, quando falávamos de dona Ana, deixava de elencar suas virtudes e testemunho; seu caráter a precedia. Quem compareceu ao sepultamento do seu corpo, no domingo passado, pode testemunhar o quanto era querida por aquele povo. Havia gente de toda parte, todos queriam prestar as últimas homenagens àquela que marcou sua geração.

  No entanto, foi na obra do Senhor que a diaconisa Ana evidenciou um testemunho singular, incansável, sempre fiel e comprometida com a expansão do Reino. Nem um obstáculo que se apresentava era suficiente para desanimá-la, nem a distância dos vilarejos em volta de Pirenópolis foi capaz de fazê-la desistir de uma visita. Montada num cavalo, lá ia dona Ana e seu esposo, seu Doé, levando a mensagem de salvação para aquela gente sedenta e faminta. Nossa igreja hoje é uma realidade, pois ela e seu marido separaram um generoso pedaço de terra, o mais valorizado do bairro, e construiu com seus próprios recursos a capelinha que hoje abriga nosso povo. Até um pouco antes do dia que as forças lhe faltaram, lá estava ela, apoiando, louvando com a voz e com a vida, produzindo frutos que hoje carrega em seus braços na presença do Pai.

 Ela foi o nosso apoio seguro e constante no período em que estivemos à frente da congregação. Sempre estava disposta a nos acompanhar nas visitas e aos cultos nos lares, que nunca faltava. Durante a semana, era sob sua liderança que a Igreja caminhava. Seu comprometimento foi uma inspiração e sua fidelidade nos dava ânimo para continuar. Mesmo sendo uma mulher madura e líder natural da congregação, nunca deixou de nos ouvir e valorizar nosso ministério; estava nos ensinando. No final do culto era tão bom abraçá-la e ouvir: “Que Deus te dê boa semana, meu irmão”.

Fico pensando se a mãe do rei Lamuel, aconselhando seu filho (Pv 31.10-31), não tinha em mente uma mulher como dona Ana. Quem a conheceu sabe o que estou falando. Ela sempre trabalhou pelo sustento de sua casa, era a segurança do seu marido e a reputação dele era também reflexo da vida dela. Com suas próprias mãos plantava, colhia, debulhava e triturava o milho no monjolo para fazer a farinha. Cuidava do casamento, dos filhos, da casa, da terra e estava sempre pronta e disponível para ajudar na igreja. Nunca deixou de estender as mãos a quem pedia ajuda. De seus lábios eu só ouvi palavras de sabedoria e de encorajamento. Por isso, não podemos deixar de louvá-la por tudo que foi e realizou, pois “enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”.

Fico a sonhar com o dia em que estaremos todos reunidos de novo, no finalzinho do dia, numa conversa animada diante da mesa onde o próprio Jesus nos servirá e nos alimentará, como fez dona Ana a todos nós durante sua vida.

 “Vai não dona Ana, tá cedo ainda...”     

 Pb. Luciano José

 

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Ser Igreja

(Parte XII)

Conforme prometi na semana passada, hoje vou apresentar a tese de Costas sobre as quatro dimensões do crescimento integral da igreja. Obviamente, ela é mais bem explicitada por meio de suas próprias palavras. Tentar resumi-la é um risco, pois esvaziará substancialmente seu importante conteúdo. Portanto é mais apropriado reproduzi-la aqui (Dimensiones del Crescimento Integral de la Iglesia, págs. 13-4, citado por Caldas, 2007, págs. 69 a 71):

Por crescimento numérico entendemos a reprodução que experimenta o povo de Deus ao proclamar o evangelho e chamar homens e mulheres ao arrependimento de seus pecados e à fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas; ao incorporar aos (sic) que respondem afirmativamente a uma comunidade local de crentes; e ao inseri-los na luta do reino de Deus contra as hostes do mal. Essa dimensão é parte fundamental do ser da igreja. Necessita (sic) novos tecidos para manter-se viva. Daí a necessidade de uma contínua reprodução celular. Ademais, como povo em marcha não poderá chegar a sua meta até que toda a humanidade tenha tido uma oportunidade razoável de escutar e responder ao evangelho (sic).

Designamos crescimento orgânico o desenvolvimento interno da comunidade de fé. Tem a ver com o sistema de relações entre os membros: sua forma de governo, sua estrutura financeira, sua liderança, o tipo de atividades em que investe seu tempo e recursos, e sua celebração cultural. Como um organismo vital, a igreja não pode contentar-se com a mera reprodução de suas células. Tem que preocupar-se pelo (sic) bom funcionamento de todas as partes que conformam seus sistemas de vida. Estas têm que ser fortalecidas, cuidadas, estimuladas e bem coordenadas para que o corpo possa funcionar adequadamente, para que o labor reprodutivo não seja desperdiçado e possa chegar à sua meta final. A dimensão orgânica tem a ver com questões de cultura e contextualização, formação e mordomia, comunhão e celebração. Confronta-nos com a necessidade que tem a igreja de ser uma comunidade autóctone, nativa, que forma a seus membros, administra seu tempo, talentos e recursos, fomenta a comunhão dos fiéis entre si e com seu Deus, celebra sua fé na linguagem do povo do qual é parte, incorporando criticamente seus símbolos, criações e valores, e identificando-se com sua situação histórica e social.

Por crescimento conceitual nos referimos à expansão na inteligência da fé: o grau de consciência que a comunidade eclesial tem com respeito à sua existência e razão de ser, sua compreensão do mundo que a rodeia. Essa dimensão dá à igreja firmeza intelectual para enfrentar a todo vento de doutrina, e capacidade crítica para evitar a fossilização e garantir a criatividade evangelizadora, orgânica e ética. A dimensão conceitual abarca a esfera lógica e psicossocial da vida. Acentua a necessidade que a igreja tem de pensar a fé crítica e reverentemente, ao calor da Palavra e da oração, e de avaliar honesta e conscientemente, à luz da fé e da realidade concreta, as imagens que tem forjado de si mesma, de sua missão e de seu mundo.

Por último, entendemos por crescimento diaconal a intensidade do serviço que a igreja rende ao mundo como mostra concreta do amor redentor de Deus. Essa dimensão abarca o impacto que tem o ministério reconciliador da igreja no mundo; o grau de participação na vida, conflitos, temores e esperanças da sociedade; à medida em (sic) que seu serviço ajuda a aliviar a dor humana e a transformar as condições sociais que têm condenado milhões de homens, mulheres e crianças à pobreza. Sem essa dimensão a igreja perde sua autenticidade e credibilidade, visto que somente na medida em que (sic) consiga dar visibilidade e concreção à sua vocação de amor e serviço pode esperar ser escutada e respeitada. Por sua vez, a dimensão diaconal está relacionada com o aspecto ético da igreja e sua missão. Tem a ver com seu papel como comunidade ao serviço dos outros e seu consequente envolvimento nos problemas e nas lutas coletivas e estruturais da sociedade.

Até a próxima semana, prezado leitor!

Dc. Albert Iglésia

A entrega da família de Abraão (Gn 22:1-18)

 

         Para compreender melhor a importância da atitude daquele que é considerado “amigo de Deus” (Tg 2:23), convém fazer uma breve recapitulação do maior desejo que ele e sua esposa alimentaram durante 25 anos.

         Aquele casal não tinha filhos, pois Sara era estéril (Gn 11:30). A única coisa que eles tinham era uma promessa. Em Gn 12:7, Deus apareceu a Abraão e, pela primeira vez, disse que daria à sua descendência a terra de Canaã. Em Gn 13:15-16, Deus aparece pela segunda vez e renova as esperanças daquele casal, afirmando que Abraão teria uma descendência. Algum tempo depois, Em Gn 15, vendo que a promessa ainda não tinha sido cumprida, Abraão pergunta a Deus, com certo tom de desapontamento: “[...] que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? [...] A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro” (v. 2-3). Mas Deus, pela terceira vez, reanima aquela família, renova as esperanças daquele casal e reafirma que do próprio Abraão seria gerado o seu herdeiro (v. 4). No capítulo 17 (v. 2, 5, 16 e 19), Deus pela quarta vez se refere à descendência de Abraão. No capítulo 18, verso 14, agora pela quinta vez, Deus sacramenta a sua promessa, e diz para Abraão: “Existe alguma coisa impossível para o Senhor? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho”.

         Como os planos de Deus não podem ser frustrados, no capítulo 21 nasce o filho da promessa. Isaque é o seu nome. Sara e Abraão agora estão muito felizes, sentem-se realizados com a chegada daquele menino. Ela, com seus 90 anos (Gn 17:17), se livra da vergonha e do constrangimento de ser uma mulher estéril numa sociedade patriarcal, em que a mulher era vista como meio de procriação. Ele, já com 100 anos (Gn17:17), sente-se revigorado, capaz de dar a mulher que ama um filho tão desejado. O nascimento de Isaque trouxe renovo, paz, alegria, esperança ao casal.

         Todavia o drama daquela família estava só começando. No capítulo 22, quando Isaque já era um adolescente cheio de vigor, Deus exige que Abraão sacrifique seu filho. A ordem divina não vem acompanhada de justificativas sobre o porquê daquela atitude tão extrema. O filho prometido e ansiosamente esperado durante 25 anos deveria ser sacrificado sem qualquer explicação. No lugar de Abraão, possivelmente muitos de nós teríamos hesitado, murmurado e até negado. O texto não diz isso sobre Abraão, mas eu continuo pensando que também não deve ter sido fácil para ele abrir mão de um sonho depois de tê-lo alcançado. A situação em que Deus colocou Abraão tinha um agravante. Não se tratava da perda de um bem material, de um cargo numa conceituada empresa nem mesmo de um ministério numa grande igreja; mas, sim, da perda de sua descendência, do filho por quem ele e sua esposa certamente oraram e choraram durante 25 anos. Por que Deus, depois de ter realizado o maior desejo daquela família, agora queria dar fim em tudo, de forma tão inesperada e radical?

         Em primeiro lugar, o Senhor decidiu experimentar Abraão (Gn 22:1), a fim de que ele pudesse ser tido como aprovado, amadurecido e íntegro aos olhos de todos nós. É preciso considerar, por exemplo, o que Tiago diz em sua carta: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma” (Tg 1:2-4).

         Em segundo lugar, Abraão precisava demonstrar a genuinidade do seu amor por Deus (Gn 22:2). Deus poderia tirar a vida de Isaque de forma mais mais rápida e menos traumática para seus pais. Porém a intenção era trabalhar o ego de Abraão, a sua alma, o seu coração. Repare que o sacrifício de Isaque envolvia a disposição de Abrão caminhar durante dias rumo a um lugar desconhecido. Durante esse tempo, ele poderia avaliar melhor as consequências, desanimar e retroceder. Mas Abraão seguiu em frente.

         Finalmente, o sacrifício de Isaque exigia que Abraão fizesse morrer o que ele amava e, aos olhos humanos, aquilo que possivelmente ele não teria chance de obter novamente. Porém Abraão demonstrou amar mais o Criador do que a criatura, amar mais o abençoador do que a bênção que ele esperou por 25 anos, amar mais a Deus do que ao próprio filho. Disse Jesus: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará” (Mt 10:37-39).

         O que isso tem a ver com nossas famílias? Tudo! Será que somos capazes de perceber em nossas famílias algo que Deus está requerendo para estreitar a comunhão conosco? Nosso amor por Deus e nossa disposição de servi-lo vão até que ponto? Que sigamos o exemplo da família de Abraão, desprendendo-nos dos nossos próprios sonhos para vivermos a vontade de Deus. E que o Senhor abençoe nossas famílias!

Dc. Albert Iglésia

Uns aos Outros

(Cl 1:29-2:2)

 

            O ministério de Paulo, entre outras características, foi marcado pelo serviço em favor dos cristãos. E nisso o apóstolo certamente também imitava Jesus, que veio para servir, não para ser servido (Mc.10:42- 45). Paulo se esforçava tanto para servir aos irmãos que se afadigava (v. 29). A Paulo não importava desgastar seu corpo e ficar bem cansado.

            Mas eu quero que vocês reflitam comigo sobre o tipo de esforço de que Paulo está falando neste momento. Ele está preso, provavelmente em Roma. Então, ele fala sobretudo de um esforço espiritual, já que a prisão não lhe permitia fazer praticamente nenhum esforço físico em favor dos irmãos colossenses. Esse esforço espiritual se dá através de oração e jejum. O que Paulo está dizendo é que ele não se cansa de orar e jejuar pela vida dos colossenses, pessoas que ele nunca havia visto, mas por quem ele nutria profundo amor. E mesmo afadigado, ele não cessa de interceder a Deus em favor dos seus irmãos da igreja de Colossos.

            Por que Paulo se importava tanto com aqueles irmãos? O apóstolo fazia questão que tanto os irmãos de Colossos quanto os de Laodiceia soubessem que havia alguém que se importava com a vida deles, que eles não estavam sozinhos na luta contra o mundo e contra o Diabo e que eles podiam contar com as intercessões do apóstolo mesmo em momentos difíceis. Com isso, Paulo ensinava àqueles irmãos que a vida cristã é marcada pela ajuda mútua, pelo amor recíproco, por momentos de entrega e de renúncia em favor do outro.

            Já que Paulo se afadigava na prisão intercedendo pelos colossenses, o que ele então pedia a Deus em favor daqueles irmãos?

            Encorajamento aos corações (v 2). No grego, a palavra parakleo, significa exortar, encorajar, animar. É da mesma família etimológica da palavra parakletos que Jesus usou em Jo 14:16, quando se referiu ao Espírito Santo como o Consolador que o Pai enviaria aos seus discípulos.

            Paulo, você e eu sabemos que corações desanimados geram pessimismo na igreja, no lar, no trabalho... Uma pessoa com fraquezas espirituais torna-se um campo aberto para o Diabo semear incredulidade, heresias, desunião. Um crente apático, morno na fé é um crente que não oferece nenhuma resistência aos ataques do Diabo e não tem discernimento para combater as falsas doutrinas.

            Vínculo do amor (v.2). Paulo pedia que os crentes fossem interligados pelo vínculo do amor. Quando o povo de Deus se une em amor, há encorajamento, firmeza na luta contra o pecado, contra o erro doutrinário e há entendimento para compreender plenamente o mistério de Deus revelado em Cristo Jesus. Este é a solução para o pecado da humanidade.

            Por outro lado, é muito estranho notar a frieza e o desprezo com que certas pessoas que se dizem crentes tratam seus irmãos em Cristo. Sem dúvida, tais pessoas não aprenderam isso nem com Paulo, nem com o Senhor Jesus Cristo. Então, onde foi que aprenderam a agir dessa forma? Certamente foi no mundo. E, se foi lá, por que continuam agindo assim, “matando” seus irmãos, como se isso fosse normal e aceito por Deus? Será que também pertencem ao mundo, embora estejam frequentando a igreja e façam parte do seu rol de membros? Será que são verdadeiramente regeneradas? Deus o sabe!

            Como membros de uma mesma família celestial, que tem o mesmo Pai, deveríamos nutrir mais respeito e amor uns pelos outros. Deveríamos nos tratar com mais consideração. Ou será que acreditamos que podemos ser aceitos por Deus “assassinando” nossos irmãos? Deus o sabe!

Dc. Albert Iglésia

 

Aprendendo com o menino Jesus (Lc 2.41-52)

 

 

A história de Jesus Cristo é o maior exemplo de obediência e dedicação a Deus que temos até hoje. Deus espera que cada um de nós seja parecido com seu filho. A leitura de Filipenses 2:5-8 não nos deixa dúvidas: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”

O evangelho de Lucas revela que o interesse de Jesus pelas coisas de Deus começou quando ele ainda era criança. Ao fazer 12 anos de idade, foi levado ao templo pelos seus pais. Lá, Jesus surpreendeu a todos com suas palavras. Até seus pais ficaram admirados com a vontade dele de estar na casa de Deus. O versículo 52 do capítulo 2 do evangelho de Lucas diz que “Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens”.

Com isso, podemos aprender duas lições importantes. A 1a é que mesmo as crianças podem se relacionar com Deus, fazendo o que lhe agrada. Por isso, os pais devem levar seus filhos à igreja regularmente. Aqui temos a oportunidade de aprender a viver como Deus gosta. A 2a lição é que o nosso crescimento não deve ser apenas em relação às coisas naturais e materiais desta vida, mas primeiramente um crescimento espiritual diante de Deus.

Existem coisas muito simples que todos nós podemos fazer para agradar a Deus, como Jesus também agradou. Uma delas tem a ver com a pregação da sua palavra. Leia o que está escrito em Marcos 16:15-16: “...Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”

Falar do amor de Deus pelos homens e falar que Jesus salva e restaura a vida do pecador não é uma tarefa tão difícil, mesmo para uma criança. Deus ainda quer salvar muitas pessoas. Eu e você podemos ajudar Deus a salvar outras vidas.

Foi o próprio senhor Jesus Cristo quem disse que já é hora de nós trabalharmos na sua obra. Leia o que está escrito em João 4:35: “Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.”

Diferentemente do que algumas pessoas pensam, a pregação do evangelho não pode mais esperar. Deus requer de nós uma atitude favorável e imediata em relação à evangelização do mundo.

Há muitas pessoas que ainda não ouviram falar de Jesus. De acordo com a Bíblia, quem morre sem crer em Jesus com seu Senhor e Salvador vai para o inferno. O que você tem feito para impedir isso?

Nosso trabalho nessa grande colheita deve ser em favor daqueles que Deus ainda quer salvar, por causa da sua graça e misericórdia.

Saiba você que todo nosso trabalho para Deus não é em vão. O Senhor mesmo é quem valoriza nosso empenho e reserva para seus ajudadores uma recompensa inigualável. Leia 1Co 15:58: “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil”.

Então, você também não quer cooperar com Deus nessa missão de resgatar vidas do inferno?

 

Dc. Albert Iglésia