Acerte o Alvo!

Um dos significados da palavra “alvo” é: objetivo a que se dirige algum intento; fim, meta, busca.

Nesta vida, independente da idade, temos alguns alvos: estudar numa universidade pública; ser um servidor público; ser bem sucedido na vida profissional; constituir uma família; criar bem os filhos; entre outros sonhos e planejamentos que poderíamos enumerar.

Há uma preocupação em relação ao futuro; pessoas andam inquietas e angustiadas com o que tem, terão ou deixarão de ter.

Ao tomarmos conhecimento das notícias na mídia temos a impressão de que a situação está cada vez mais sem solução: atentados pelo mundo, economia instável, corrupção entre os representantes do povo nas esferas federal, estadual e municipal.

E o alvo ? Qual é o alvo? Será que atingiremos o alvo? Muitas incertezas!

As pessoas tem buscado conselhos daqueles que podem orientar para o atingimento do alvo ou do sucesso e que na maioria das vezes são profissionais que se especializam em instruir aos outros e recebem dinheiro para isso. Hoje se fala muito no profissional “coach”.

A verdade é que ninguém quer perder nada ou abrir mão de algo.

Quando penso em alvo, lembro do livro dos livros – a Bíblia.

O Senhor Jesus destaca que muitos estão focando em tantos alvos ou necessidades, porém o principal alvo não está na lista de prioridades. Ele nos instrui a não ficarmos inquietos com o que devemos comer, beber e vestir. Não está incentivando a preguiça ou a indiferença, porém lembra que as pessoas estão se esquecendo de buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (Mt.6,31-34). O próprio Reino de Deus é tomado por esforço(Mt.11, 12).

Esta busca trará sempre um equilíbrio nas questões da vida, entre elas: a relação com Deus e com o próximo; a justiça entre os homens e o cuidado com a natureza.

O segredo do sucesso é o temor ao Senhor pois é o princípio do conhecimento(Pv. 1,7), pois estaremos firmes em nossas convicções e passaremos pelos desafios sem desistir de perseguir o alvo. Lembro que foi mencionado que existem profissionais que ganham a vida “tentando” passar conhecimento” e fórmulas mágicas para o sucesso.

O apóstolo Paulo não tinha problema com inquietação, pois abriu mão de muitas conquistas em sua vida em detrimento de um novo e perfeito alvo: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fl 3,1-21).

Qual é o meu alvo?

Ao escolher um alvo, podemos e/ou devemos, sim, submetermos à apreciação de Deus.

As pessoas que fizeram diferença na Bíblia buscavam os conselhos de Deus e se esforçavam em seguí-los. José (preservou um povo), Moisés (libertou um povo), Davi (liderou um povo), Paulo (trouxe esperança a um povo), Pedro (orientou um povo).

Nos esforcemos dia a dia na busca pela instrução de Deus para que possamos ser guiados ao alvo correto e olharmos para traz e dizer: “combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé” (Tm.4,7). Acerto o Alvo!

 

Diácono Gilberto Telles 

Falar e agir

 

"E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse:

Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?" (Mateus 21.28-31).

 

Esta é uma passagem bíblica onde dois filhos são convocados para um determinado serviço. O primeiro demonstra prontidão, mas, ao final, não atende à convocação. O segundo, a princípio, responde negativamente, mas, depois, arrependido, acaba fazendo a vontade do pai.

É um texto muito interessante, pois apresenta uma verdade: o que vale é a prática, não o que se fala ou aparenta. Há compromissos que são assumidos apenas "de boca". Tem gente pronta para falar, diz que faz e acontece, mas nem sempre as ações correspondem às palavras.

No Reino dos Céus o que conta é o que realmente acontece, é o compromisso não apenas "de boca", mas em ações, com resultados efetivos que demonstram a verdade do íntimo, do coração, do compromisso, do comprometimento.

A Igreja, seja esta aqui localizada, ou qualquer outra, precisa de vidas que correspondam os discursos com as ações. A Igreja não precisa de pessoas que apenas falam, mas que façam. Tem gente que sempre fala, critica, corrige, aponta, expõe falhas alheias, mas não é efetiva no fazer. De que adianta ter os lábios hábeis no falar, contudo, a vida ser vazia de atitudes e realizações que Deus espera?

Melhor é ficar calado e fazer o que precisa ser feito. Jesus disse que os frutos é que contam (Mateus 7.16-20). Na matemática dos frutos espirituais o que conta são os resultados que vão edificar a Igreja e engrandecer o Reino de Deus.

Jesus falou, pregou, anunciou o Reino dos Céus, apresentando Sua vida e a necessidade de ser entregue ao sacrifício. Ai de nós se fosse apenas um discurso sem ação! Ao contrário, o profeta Isaías (53) vai nos dizer que Ele, Jesus, não abriu a boca quando esteve perante Seus algozes. Porém, o sacrifício foi feito na cruz. Que bom esse resultado que nos salva!

É melhor falar menos, É melhor fazer mais, nem que seja em silêncio. Palavras e compromissos de boca que não são postos em prática não edificam a Igreja, nem servem para engrandecer o Reino de Deus. Falar e não cumprir os votos também é pecado, então, "quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo, porque não se agrada de tolos.

Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras" (Ec 5.4,5).

 

Pr. Hilário José

Sã doutrina

 

“...e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio...” (2Tm 4.4,5a)

 

Na semana passada fui surpreendido com um comentário do meu professor de Hermenêutica no curso de Mestrado. Ele se referia à necessidade de ensinarmos doutrina nas igrejas, ou seja, nas reuniões que chamamos de Estudo Bíblico, o que nem sempre vem ocorrendo em boa parte das igrejas. Então ele disse: “Comecem um estudo de doutrina, porém, não se importem se aparecerem umas três ou quatro pessoas, o importante é ter, é começar”.

Graças a Deus temos nossos cultos de doutrina, sempre nas quartas-feiras, são os nossos estudos bíblicos que antecedem nossas reuniões de oração. E graças a Deus boa parte da Igreja está regularmente presente. Não são todos, mas temos tido uma boa frequência. Mas não ressaltamos essa questão simplesmente porque estamos cumprindo bem uma agenda da Igreja. O fato é que doutrina é fundamental na vida do crente. A doutrina bíblica é o que sustenta a fé e impede que sejamos enganados por falsos mestres (Mt 7.15; Fl 3.2); e se tem falso mestre tem falsa doutrina, que não produz a fé que todos precisamos. E como tem falso mestre e falsa doutrina! Você e eu sabemos que tem.

Boa parte da igreja brasileira está desnutrida de boa doutrina, que é a doutrina bíblica. Em parte, muitos procuram se cercar de mestres segundo suas cobiças, como Paulo mesmo alertou a Timóteo, e ele assim falou porque naquele tempo já existia gente que não queria (pasmem) doutrina saudável (como ele diz, sã doutrina – 2Tm 4.3,4). Paulo apresenta esse quadro e exorta a Timóteo a ser sóbrio naquele tempo de tantas asneiras “evangélicas”, com vemos hoje também.

Mas como disse, a doutrina sustenta a fé, então, sustenta o crente, impede que ele seja fraco, alienado na vida, envolvido por doutrinas estranhas, evita que ele seja impelido por ventos doutrinários. O crente firme na fé não é confuso, antes, é sóbrio, sabe em quem crê, porque crê e porque pode pôr sua esperança no Evangelho. Então, os cristãos precisam se cuidar muito e esse cuidado deve começar observando bem o alimento espiritual que têm ingerido. Tem muita literatura ruim, tem pregação ruim, exemplos ruins. Estamos cercados de escândalos onde não invariavelmente os ditos evangélicos se metem. Vivemos um tempo de predominância de pensamentos humanistas, de relativismo, enfim, de abandono da fé mesmo a despeito das igrejas lotadas. Então, se você tem oportunidade de se alimentar de um bom estudo doutrinário, de boa pregação, de literatura de autores comprometidos com a fidelidade às Escrituras; se você tem essa oportunidade, não a desperdice. Não deixe sua mente infrutífera, alimente-a com a Palavra.

A mente do crente deve ser guardada e a melhor forma de guardar a mente é depositando nela a Palavra de Deus. O contrário é viver no escuro, é sair para enfrentar as lutas do dia-a-dia cego, sem entendimento, ou com o entendimento deturpado.

Crente não vive de jargão evangélico, antes, é conhecedor das Escrituras, da sã doutrina, ele ama a Palavra e procura se aperfeiçoar no conhecimento dela. Isto significa que ele quer saber mais do seu Salvador e o que Ele espera de sua vida. Ele diz como o salmista: “Terei prazer nos teus mandamentos, os quais eu amo. Para os teus mandamentos, que amo, levantarei as mãos e meditarei nos teus decretos... Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer” (Salmo 119.47,48,77).

Ainda bem que pude agradecer a Deus porque temos separado tempo para estudar a Sua Palavra. Mas pode ser que você não esteja entre aqueles que têm se alimentado da Palavra com regularidade. Então, digo a você: aproveite esse privilégio, vença o desânimo e reorganize seu tempo para priorizar o aprendizado da sã doutrina. Todo o restante depende disto se queremos viver pela fé.

 

 

Pr. Hilário José

Uma resposta à crise (I)

 

":..não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem..." (Deuteronômio 8.3)

 

Nos últimos meses estamos sendo apresentados diariamente a uma crise que assola o País, como se já não conhecêssemos esse tipo de crise. "Crise" é a palavra que mais ouvimos e comentamos, a ponto de entrar por nossas portas e até mudar o nosso comportamento; ou não? A Bíblia narra muitos momentos de crise no mundo e como Deus agiu na crise, especialmente em relação ao seu povo.

Elias, por exemplo, viveu um tempo de crise em Israel. Não chovia, por obra do próprio Deus que determinou uma seca que afetou a subsistência das pessoas naquela época. Havia um propósito de Deus em provocar aquela crise, mas essa é uma outra história. O fato que desejo relembrar é que Deus sustentou o seu profeta na crise. Em 1Rs 17.1-24, sabemos como Deus apontou para Elias um lugar onde ele teria água, pão e carne, pela manhã e ao anoitecer. Elias permaneceu ali por algum tempo e, em meio à crise, Deus o sustentou. Esse texto sempre me chama a atenção porque revela que Deus sabe onde tem sustento. Em meio à crise, onde tudo falta, Deus sabe onde tem abundância.

Um dia a água também secou naquele lugar, mas imediatamente Deus manda Elias para outro lugar, um lugar já planejado, onde Deus já havia ordenado a uma mulher que sustentasse Elias. Então, Deus sabe onde tem o que precisamos num lugar que ninguém sabe. Ele também sabe quando nosso sustento vai terminar e se antecipa em providenciar outro meio de nos sustentar. Enquanto isso, a crise continua, mas para os outros, não para os que fazem a vontade de Deus.

Elias chega em outro lugar e o quadro é de crise, não poderia ser outro, todos viviam a crise.

E nós sabemos que o argumento da viúva de Serepta foi a crise. O que esperar em momentos de crise a não ser escassez e morte? Aquela mulher não tinha nada a não ser a última refeição para ela e para seu filho. Depois, ela mesma disse: ":..morreremos." Só que, seja na crise ou fora dela, a última palavra não é a nossa, mas a de Deus. Aquela mulher não tinha mais esperanças, porém, quando estamos com Deus, mesmo na crise, há esperança. A falta de esperança daquela mulher apontava para a morte, mas a palavra de Deus apontava para a vida, para o sustento contínuo e fiel: "A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará.., assim comeram ele, ela e a sua casa muitos dias" (1Rs 17.14,15). A mulher só precisava obedecer a Deus, mesmo na crise; mesmo no imponderável da crise ela precisava obedecer a Deus. E sua obediência mudou a crise ao seu redor. É sempre assim, teremos sempre uma crise a nos desafiar em nossa fidelidade a Deus.

A Igreja está inserida no mundo e em suas crises, mas a nossa resposta às crises precisa ser diferente. A viúva de Serepta enxergou a crise com seus próprios olhos, mas quando foi obediente à Palavra de Deus, a crise continuou, mas não para ela e sua família. A maior crise que o crente pode enfrentar não é a crise que o mundo produz e anuncia, mas é a crise de não ser fiel a Deus e obediente à Sua Palavra.
A pior crise é a da incredulidade.
Assim como aquela mulher foi desafiada a confiar em Deus na crise, somos também desafiados na crise que o mundo anuncia. Qual será, então, a nossa resposta na crise? A de Habacuque foi: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente" (Hc 3.17-19).

 

Continua...

Pr. Hilário José

 

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Algo que o crente precisa saber

“...para que Satanás não alcance vantagem sabre nós, pais não lhe ignoramos os desígnios" (2Co 2.11)

 

Às vezes, o crente somente toma conhecimento de que Satanás está agindo quando suas artimanhas já dominam a vida. Normalmente, muitos percebem que ele agiu depois de já ter sido atingido por seus dardos inflamados. Que pena, pois a Bíblia é cheia de recomendações para estarmos atentos aos intentos malignos.

Não vamos aqui realizar um seminário sobre quem é o Diabo, mas alertar que foi recomendação de Jesus e dos apóstolos cuidarmos da vida considerando a presença maligna.

Jesus fala até de sua estratégia, com muitos detalhes, em Mateus 12.43-45. Pedro disse que devemos ser "sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé..." (1Pe 5.8,9a). Paulo, no versículo que encima esta pastoral, diz que não podemos deixar Satanás obter vantagem sobre o crente e não podemos ser ignorantes aos seus desígnios. Ou seja, tanto Jesus quanto seus apóstolos estavam alertas quanto à presença e ação maligna. Paulo chega até a detalhar qual deve ser a armadura do crente para enfrentar e resistir ao diabo no dia mal. Ali, em Efésios 6.10-19, é clara a ideia de que devemos esperar o dia mal, o dia do enfrentamento, pois o diabo está aguardando o momento próprio para atacar com dardos inflamados. Mas Paulo vai dizer também que podemos embraçar o escudo da fé, "com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno" (Ef 6.16).

Os crentes não podem ignorar o que a Bíblia não ignora, mas tem muita gente totalmente vulnerável, ou quiçá totalmente neutralizado pelo diabo, É muito triste alguém incapacitado para resistir ao diabo; nota-se que logo será dominado e arrasado em suas mãos.

A Bíblia diz que é possível resistir e avançar contra o diabo e o inferno. Tiago vai dizer: "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). Jesus disse: "edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18b).

Sendo assim, é possível resistir a Satanás e avançar sobre suas obras, mas somente com armas espirituais e não lhe abrindo brechas por onde aquele que está em derredor entrará para nos causar danos.

Paulo disse para não ignorarmos a ação maligna e não deixarmos ele tomar vantagem em nossas vidas. O que estamos fazendo para tal? Temos sido crentes verdadeiros, que tomam a armadura de Deus? Temos sido sóbrios e vigilantes? Estamos apegados de fato a Deus, sujeitos à Sua vontade? Somente assim podemos resistir no dia mal e avançar contra as obras malignas.

Não se engane, não se luta contra o mal com armas humanas. A Bíblia assim o diz.

Pr. Hilário José

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